Mato Grosso lidera esforço para plantio de soja livre de transgênicos


PUBLISHED: maio 11, 2017

SUMMARY:

CUIABÁ (Reuters) - Um movimento para substituir a soja transgênica por sementes convencionais está ganhando força em Mato Grosso, maior Estado produtor do Brasil, à medida que produtores antecipam um aumento na demanda da Ásia e Europa.

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O Brasil adotou há muitos anos o uso de grãos transgênicos e mais de 96 por cento de sua soja é de variedades geneticamente modificadas, o que ajudou a tornar o país o maior exportador da commodity no mundo.

Plantações como milho, soja e algodão são geneticamente modificadas para resistir a doenças, tolerar secas e resistir a pulverizações de pesticidas como glifosato, o ingrediente ativo no herbicida Roundup da Monsanto.

Wininton Mendes, coordenador do programa para promover o uso de sementes convencionais liderado por produtores do Mato Grosso e pela agência de pesquisa Embrapa, disse que dúvidas relacionadas ao impacto de alimentos geneticamente modificados sobre a saúde humana são um dos motivos que têm impulsionado a demanda por matéria-prima convencional.

Defensores de transgênicos dizem que a tecnologia reduz o custo dos alimentos e ajuda produtores a lidar com pragas e doenças de maneira mais segura. Mas alguns consumidores e grupos ambientais argumentam que as safras transgênicas impulsionam o uso de pesticidas, em vez de diminuir a aplicação de agroquímicos. Essas entidades dizem ainda que os OGMs representam ameaças ao meio ambiente.

Mendes disse que o esforço de Mato Grosso para plantar mais soja convencional é apoiado por três tradings, incluindo a Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi, que pagam um prêmio. As outras duas operadores são a Imcopa International e a Caramuru Alimentos.

O prêmio médio ficou em 12 reais por saca de 60 kg de soja não-transgênica nesta safra, disse ele à Reuters.

A reintrodução de soja convencional cria um nicho de mercado para produtores capitalizados, uma vez que lavouras não-transgênicas exigem controles rígidos para evitar contaminação durante a produção e o embarque, o que pode elevar custos.
Continuação...

Fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN1872RM-OBRBS​



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Bayer aceita vender tecnologia Liberty


PUBLISHED: maio 09, 2017

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Para facilitar a aprovação da compra da Monsanto, a Bayer está disposta a abrir mão de sua recém-lançada tecnologia Liberty Link, bem como do herbicida Liberty. A informação veio da própria empresa alemã, através de um comunicado oficial.

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A decisão foi tomada após contestações de agências reguladoras antitruste, como foi o caso da Comissão de Concorrência da África do Sul. No último fim de semana, o órgão solicitou que a Bayer se desfizesse de cerca de US$ 2,5 bilhões em vendas de ativos.

“A Bayer concordou com essas condições e está avaliando a melhor forma de executar esse desinvestimento imposto”, disse o grupo alemão em sua declaração. É a primeira vez que a Bayer admite publicamente que teria de vender a tecnologia Liberty, que compete com a Roundup e Roundup Ready da Monsanto. 

Analistas entenderam o anúncio como uma forma de se antecipar a possíveis questionamentos por parte de outros grandes países. “A Bayer continuará trabalhando com os órgãos reguladores em todo o mundo com vistas a receber a aprovação da transação proposta até o final de 2017”, assegura a gigante alemã.

Fonte: 
https://www.agrolink.com.br/noticias/bayer-aceita-vender-tecnologia-liberty_392498.html



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Tem produtor ganhando até R$ 30 a mais por saca de soja convencional


PUBLISHED: maio 09, 2017

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Em tempos difíceis como o atual, no qual as cotações da oleaginosa estão abaixo do esperado, o cultivo convencional pode ajudar o produtor a melhorar sua margem de lucro

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Sebastião Garcia, Diamantino (MT)
Muito se comenta sobre a importância de se produzir a soja convencional como uma alternativa ao produtor brasileiro. Atualmente ela tem demanda, possui boa produtividade, custo menor e ainda paga melhor. Mas, porque muitos produtores ainda não cultivam parte de suas áreas com ela? Tem produtor ganhando até R$ 30 a mais por saca com ela.

O maior consumidor de soja do mundo, a China, segue ampliando sua demanda pela oleaginosa. Ao que tudo indica, mais especificamente por grãos convencionais já que boa parte da população tem algum preconceito contra os transgênicos. Uma pesquisa da Nielsen, divulgada pela Reuters mostrou que no ano passado cerca de 70% dos consumidores da China limitaram ou evitaram pelo menos algumas comidas ou ingredientes, frente à média global de 64%, com 57% deles afirmando que transgênicos são indesejáveis.

A reportagem ainda cita que as vendas do setor têm sido afetadas por conta disso. As comercializações de óleo de soja em supermercados caíram 1% no ano passado, para US$ 5,19 bilhões, contra um crescimento entre 2% e 6% entre os óleos alternativos, como o de girassol amendoim ou gergelim. Boa parte da soja transgênica importada do Brasil e dos Estados Unidos é usada para a fabricação deste óleo que está perdendo mercado na China.

Se a demanda por soja da China tem crescido, a busca pelo produto convencional então, nem se fala. De olho nisso e também em melhorar a renda do sojicultor brasileiro o programa Soja Livre, criado em 2009, tem ampliado as áreas com a soja sem transgenia. Hoje, 10% da produção de soja em Mato Grosso é convencional, ou seja, 3 milhões de toneladas.

O jovem agrônomo Wininton Mendes é um defensor desta ideia. Segundo ele, plantar soja convencional é tão vantajoso ou até mais do que plantar a transgênica. As pesquisas comprovam isso, diz Mendes, que é o coordenador do programa Soja Livre em MT. “O nosso trabalho é baseado em pesquisa e transferência de tecnologia. Temos 12 campos de experimento em todo o estado de Mato Grosso”, explica ele. “O programa não é contra a tecnologia transgênica. Acreditamos que as duas tecnologias tem que coexistir a serviço do produtor.”

Exemplo de que isso é possível e vantajoso pode ser visto na propriedade de Roger Augusto Rodrigues. Na última safra ele dividiu sua área certinha, meio a meio e conhece bem as vantagens e desvantagens de trabalhar com uma e com outra. Para quem duvida, a produtividade dele chegou a 85 sacas por hectare na convencional. “A produtividade dela é boa, bate de frente com as RR e com a Intacta”, conta o produtor.

O prêmio pago ao produtor de soja por esta soja convencional é outro ponto extremamente positivo. Especialistas e produtores garantem que o prêmio vale muito a pena, já que os compradores são exigentes e pagam por isso.

Hoje, o mercado europeu está exigindo 100% de soja convencional para alimentação humana e para alimentação animal. O mercado da Rússia também faz exigências e a China também é um mercado que este ano sinalizou uma grande demanda pela soja convencional para consumo interno, como descrito no início da matéria. “Esta demanda externa pela soja convencional tem promovido o pagamento de um bônus para o produtor que tem variado entre R$ 8 a R$ 30 a mais por saca de soja. Essa é uma grande motivação para o plantio desta soja”, explica Mendes.

O produtor Rodrigues também aprova esta opção a mais para minimizar efeitos de mercado como os atuais, que o preço da cotação internacional da soja está próximo aos custos. “Enquanto as tradings pagarem um premio que valha a pena este trabalho, este esforço
aqui no campo, iremos plantar. É uma renda a mais. E acho que não se abre mão disso aí”, diz o sojicultor de Diamantino (MT).

Limitadores

Nem tudo são flores também. Segundo o produtor Rodrigues a oferta de sementes convencionais é um pouco mais restrita que as trangênicas, encontradas em qualquer sementeira. “É um pouco mais restrita dos que as variedades com tecnologias, mas
existe no mercado. Estão aí, é só se programar”, garante ele.

Outro desafio está no manejo da soja convencional, já que o controle de pragas e plantas daninhas precisa ser realizado cuidadosamente. “Nós temos pouco desenvolvimento de moléculas novas para o controle de plantas, por exemplo. Mas, nada que não possamos resolver rapidamente com o manejo”, diz Rodrigues.

Por fim, o último desafio é a armazenagem, já que a soja convencional precisa ficar separada da transgênica. Mas, em época de super oferta de soja, como o atual, muitos produtores não tem onde guardar esta soja e os armazéns acabam priorizando a transgênica. Em uma reportagem recente, alguns produtores chegaram a aguardar até dois dias em frente ao armazém buscando uma oportunidade para descarregar a convencional. Como não deu certo, acabou entregando esta soja como se fosse transgênica, perdendo o prêmio.

Leia a matéria na integra:
Falta de armazéns para soja convencional faz produtor entregar grão como transgênico

O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Endrigo Dalcin ressalta que resolver este problema de armazenagem é uma das prioridades da entidade, principalmente estocagem desta soja convencional. “Temos poucos armazéns gerais que podem receber a soja convencional e ficamos na dependência das grandes tradings. Precisamos avançar muito nesta questão, nos financiamentos e desburocratizar um pouquinho o acesso a estes créditos”, conta ele.

Com informações de Reuters e Aprosoja

Fonte: http://www.projetosojabrasil.com.br/tem-produtor-ganhando-ate-r-30-a-mais-por-saca-de-soja-convencional/

 



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Ingenio Cristóbal Colón, el primero en el Caribe en lograr certificación ProTerra


PUBLISHED: abril 06, 2017

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La acreditación confirma que las prácticas de gestión del CAEI promueven un desempeño económico sostenible, a la vez que incentivan el bienestar social y la preservación del medio ambiente.

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El ingenio Cristóbal Colón, propiedad del Consorcio Azucarero de Empresas Industriales (CAEI), certificó su política de sostenibilidad con ProTerra Foundation, convirtiéndose en el primer ingenio del país y el Caribe en lograr este aval.

Dicha acreditación confirma que las prácticas de gestión del CAEI promueven un desempeño económico sostenible, a la vez que incentivan el bienestar social y la preservación del medio ambiente.

El ingenio cumplió con los indicadores básicos de la norma, que incluyen la ausencia de trabajo forzoso y de trabajo infantil, así como la existencia de libre derecho de sindicalización de sus empleados y de negociación colectiva. La empresa cumplió satisfactoriamente con otros indicadores, afianzada en la cultura de mejora continua.

Por medio de esta certificación, ProTerra asegura que el ingenio Cristóbal Colón ha demostrado la habilidad de implementar, monitorear y rastrear su producción agrícola responsable y sostenible, de acuerdo al estándar, en todas las etapas de su cadena de producción.

La auditoría independiente se realizó del 20 al 24 de febrero del presente año, y fue ejecutada por Cert ID Brasil, firma que desde 1999 acompaña a organizaciones de la cadena alimentaria en las certificaciones de producción sostenible a nivel mundial.

El vicepresidente ejecutivo del Consorcio CAEI, Alberto Potes, calificó la obtención de la certificación como un logro histórico para la industria azucarera dominicana. “Nos sentimos regocijados y orgullosos porque esta nueva norma es producto del trabajo que hacemos para producir azúcar con calidad, asumiendo una conducta responsable como empresa, siendo la mejora continua el ADN que nos identifica y nos motoriza a lograr mejores beneficios para la sociedad dominicana”, apuntó Potes.

ProTerra apoya a las organizaciones en todo nivel de la cadena de valor agrícola, aportando la herramienta efectiva que compone su estándar de certificación, el cual dinamiza las mejoras sostenibles en el desempeño de la cadena de producción.

ProTerra Foundation es una entidad sin fines de lucro independiente. La norma que certifica a las empresas está basada en los Criterios de Basilea (creados por la Cooperación Suiza y la World Wide Fund Foundation (WWFF), contando con un alcance amplio que toma en cuenta la cadena de suministro agrícola. Su certificación busca satisfacer la necesidad del mercado de contar con productos alimenticios que se diferencian de sus competidores por tener estrictas normas socioeconómicas y de sostenibilidad ambiental.

El propósito de la Fundación ProTerra con este tipo de normas es fomentar las buenas prácticas agrícolas, conservación del medio ambiente y biodiversidad, a la vez que se crea un vínculo entre la producción y la demanda de productos que no tienen Organismos Genéticamente Manipulados (OGM).

En el 2016, el ingenio Cristóbal Colón se convirtió en la primera empresa de este tipo en el Caribe y en el país en recibir la certificación Bonsucro, en operaciones propias de producción agrícola y en las operaciones de procesamiento y molienda para la producción de azúcar y melazas. Esta certificación, y la recién emitida certificación de ProTerra, posicionan al ingenio Cristóbal Colón como la empresa productora de azúcares y derivados que sirve como modelo en el país y el Caribe para la adopción de prácticas que garantizan la sostenibilidad del negocio, la responsabilidad hacia la sociedad y la preservación del ambiente y la biodiversidad.

El ingenio Cristóbal Colón es la primera empresa en el país en recibir la certificación de seguridad y salud ocupacional OHSAS 18001:2007 para las áreas de cultivo y cosecha de caña de azúcar. También es el primer ingenio del país con la norma de calidad ISO ampliada, la 9001:2008 que incluye la producción, molienda, fabricación, empaque, almacenaje y comercialización de azúcar crema y melaza.

CAEI es una empresa del portafolio de activos que administra Putney Capital Management, gestor afiliado a Inicia.

Fuente: 
http://www.eldinero.com.do/39453/ingenio-cristobal-colon-el-primero-en-el-caribe-en-lograr-certificacion-proterra/



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COLONIA BERLIN, Bolivia — A few months ago, a representative from Cargill traveled to this remote colony in Bolivia’s eastern lowlands in the southernmost reaches of the vast Amazon River basin with an enticing offer.

The American agricultural giant wanted to buy soybeans from the Mennonite residents, descendants of European peasants who had been carving settlements out of the thick forest for more than 40 years. The company would finance a local warehouse and weighing station so farmers could sell their produce directly to Cargill on-site, the man said, according to local residents.

One of those farmers, Heinrich Janzen, was clearing woodland from a 37-acre plot he bought late last year, hustling to get soy in the ground in time for a May harvest. “Cargill wants to buy from us,” said Mr. Janzen, 38, as bluish smoke drifted from heaps of smoldering vegetation.

His soy is in demand. Cargill is one of several agricultural traders vying to buy from soy farmers in the region, he said.

Cargill confirmed the accounts of colony residents, and said the company was still assessing whether it would source from the community. That decision would depend on a study of the area’s productivity and land titles, said Hugo Krajnc, Cargill’s corporate affairs leader for the Southern Cone, based in Argentina. “But if a farmer has burned down its forest we’ll not source from that grower,” he said.

A decade after the “Save the Rainforest” movement forced changes that dramatically slowed deforestation across the Amazon basin, activity is roaring back in some of the biggest expanses of forests in the world. That resurgence, driven by the world’s growing appetite for soy and other agricultural crops, is raising the specter of a backward slide in efforts to preserve biodiversity and fight climate change.

In the Brazilian Amazon, the world’s largest rain forest, deforestation rose in 2015 for the first time in nearly a decade, to nearly two million acres from August 2015 to July 2016. That is a jump from about 1.5 million acres a year earlier and just over 1.2 million acres the year before that, according to estimates by Brazil’s National Institute for Space Research. (more...)

Link of full article: Amazon Deforestation, Once Tamed, Comes Roaring Back - The New York Times



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