O advento da biotecnologia e fabricação de plantas de cultivo transgênicas trouxe dúvidas e apreensões, de caráter desde ambiental até aspectos de saúde humana e animal. O público consumidor não percebe diretamente a vantagem dos transgênicos, mas percebe um risco inerente ao uso da biotecnologia. Se o risco percebido supera a vantagem percebida, a rejeição é natural. Acidentes com  milho transgênico nos Estados Unidos provaram que o princípio da precaução é justificado com relação a alimentos transgênicos. A certificação é o melhor caminho para oferecer informações seguras à indústria e ao consumidor.
O Brasil é o único produtor mundial, de grande porte, de soja, milho e canola não-transgênica – a soja OGM não é bem aceita pelo consumidor europeu. A maior parte do mercado europeu não aceitava soja transgênica e, com a entrada em vigor da lei de rotulagem e de rastreabilidade de transgênicos, e o uso de código identificador único, a rejeição ficou ainda maior. Inclusive, até o mercado de farelo para ração de animais está comprando farelo de soja não-transgênico em razão da ração precisar ser rotulada como contendo OGM.